A vida não foi feita para ser um mar de rosas, da mesma maneira que não fomos feitos para viver apenas de alegria, mesmo que os momentos felizes sejam muito maiores e fáceis de serem esquecidos, quando comparado aos tristes. Se parar para pensar agora, você se lembra mais de momentos felizes ou dos que precisou de um simples abraço para sentir que estava tudo bem? Eu me lembro mais dos abraços.
O abraço acaba se tornando mais do que um simples fato carnal praticado por duas ou mais pessoas, sendo um mecanismo de proteção, de calma e principalmente uma forma de consolo, como se o calor humano pudesse dizer "tudo vai ficar bem", em apenas um toque.
Sei que muitas vezes não damos um real valor ao amor, mas sempre que fico triste não consigo pensar em uma forma melhor de me curar, que não seja ao lado de pessoas que despertem o meu sorriso mais sincero, a vontade de me alegrar e até mesmo de dançar na chuva, brincar na terra, entre outras coisas que estão relacionadas a minha infância, onde pude produzir as melhores lembranças de como sorrir de forma espontânea, de como não se preocupar e sempre dar uma oportunidade para a alegria fazer morada.
No entanto, o abraço não faz parte só dos momentos tristes, estando presente nos mais importantes e felizes da vida de um ser humano, como quando você dança sua valsa dos quinze anos, quando aprende a dar os seus primeiros passos, quando é pedida em casamento, quando uma gravidez é descoberta, ou quando simplesmente você curte um show bom ao lado dos amigos. Nos momentos mais simples ao mais desesperadores um abraço é sempre bom, por isso sempre vou dizer e acreditar que o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço, principalmente de quem se ama.
Texto: Thaís Ferreira
